EE CHIQUINHA RODRIGUES
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.
LEITURA E ESCRITA
Fazer coincidir a leitura com o que está escrito supõe representar-se a mesma forma e não apenas o mesmo significado.
Parece que a criança não espera encontrar transcritos todas as palavras da mensagem oral. O texto lhe serve para provocar ou sugerir uma emissão oral. O texto lhe serve para provocar ou sugerir uma emissão oral, mas que não determinaria totalmente.
“MA-RI-PO-SA, A,I,O,A”
Apesar do que relatamos, está claro que em um determinado momento, a criança tenta fazer coincidir a escrita e o enunciado oral. Isso pode ser observado muito claramente na hora de escrever.
Ao escrever, a criança tenta encontrar as unidades sonoras que correspondem às letras e, para isso, faz uso de seus conhecimentos sobre enunciados orais. Dessa forma, as unidades pronunciáveis que descobre são as sílabas. Repetindo lentamente e várias vezes para si mesma o nome que tem que escrever, a criança vai descobrindo as sílabas. Ao contrário, a segmentação natural, que não requer um conhecimento reflexivo. Isso ocorre quando a tarefa consiste em dizer as palavras aos poucos, mas não ocorre da mesma maneira quando a tarefa consiste em fazer operações de acréscimo, substituição ou inserção de sílabas porque, nesses casos, transformamos uma tarefa fácil em uma tarefa mais complexa.
A utilização da segmentação silábica como procedimento para escrever indica um avanço na compreensão da estrutura do sistema, já que supõe o passo da etapa da escrita pré-silábica rumo a uma escrita silábica. De fato, toda notação gráfica é uma representação externa que está “no lugar de” outra coisa, que representa (e não só apresenta) alguma idéia, imagem ou representação interna. A escrita é um sistema gráfico que está “no lugar da” linguagem, “ no lugar” das unidades sonoras mínimas da linguagem. Este estar “no lugar de” é a função primária e mais importante dos signos escritos. Através do procedimento de segmentação da palavra em sílabas, as crianças começam a trabalhar cognitivamente com a representação dos sons e chegam a compreender que as letras remetem às partes da palavra, isto é, às sílabas.
Na escrita controlada pela segmentação silábica estabelece-se uma relação entre uma representação dos sons e chegam a compreender que as letras remetem às partes da palavra, isto é, às sílabas.
Na escrita controlada pela segmentação silábica estabelece-se uma relação entre a representação – interna -, a segmentação em sílabas e as características – externas – da representação escrita. De fato, nos estudos anteriormente mencionados, ficou claro que as crianças não inventam sistemas silábicos, nos ampliam a segmentação silábica ás propriedades da ortografia a que estão habituadas, ou seja, usam a forma convencional das letras para escrever silabicamente.
As escritas silábicas possuem dois aspectos: o primeiro implica que a palavra que se quer escrever se decompõe em segmentos silábicos; e o segundo, que cada segmento silábico é indicado por uma grafia. Por exemplo, se a criança tem que escrever a palavra casa, fará uma segmentação em /ca/-/sa/ e escreverá uma letra para /ca/ e uma letra para /sa/. Percebemos que suas produções são silábicas quando o número de letras que escreve varia de numa palavra a outra, conforme o número de segmentos silábicos de cada uma delas, e quando lhe pedimos que leia o que escreveu.
As escritas controladas pela segmentação silábica podem realizar-se com letras que não tenham um valor sonoro convencional, isto é, com quaisquer letras, porque inicialmente a segmentação silábica controla a quantidade de grafias que devem ser escritas. Posteriormente, o valor sonoro das grafias será levado em consideração ao mesmo tempo em que a quantidade de grafias.
A primeira relação entre os segmentos silábicos e os valores das letras realiza-se sobre a vogal, dando lugar, por exemplo, à escrita de A, I, O, A no lugar de MARIPOSA. A maioria das crianças descobre o valor sonoro das vogais de forma mais rápida que o valor sonoro das consoantes. De fato, há muitos fatores que explicam essa conduta. Uma sílaba implica, por definição, a presença de vogais – porque as vogais sempre formam sílabas – e as crianças não apenas segmentam as palavras em sílabas, mas também as analisam.
Quando as crianças analisam as sílabas, descobrem a vogal, que é o elemento com maior sonoridade, o núcleo da sílaba. Já vogais podem ser pronunciadas de forma isolada, o que não acontece com as “consoantes” (daí a origem grega de seu nome, “soam em companhia de”, conforme Havelock, 1985). Além disso, se consideramos que o nome e o valor sonoro das vogais coincidem que sua freqüência gráfica é de 50% nas palavras escritas, percebemos por que, ao escrever, as crianças têm preferência pelas vogais.
Em um determinado momento, a criança é capaz de realizar uma análise interna da sílaba, o que dá lugar a uma escrita silábico-alfabética. Posteriormente, a criança fará uma representação exaustiva e sistemática de todos os componentes sonoros da escrita alfabética.
O período da fonetização da escrita inicia-se com a busca de correspondência entre as letras e as segmentações silábicas da palavra, na qual a cada letra corresponde uma sílaba.
BIBLIOGRAFIA: TEBEROSKY E COLOMER. Aprender a Ler e a Escrever – uma proposta construtivista. Editora Artmed.
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.
LEITURA E ESCRITA
Fazer coincidir a leitura com o que está escrito supõe representar-se a mesma forma e não apenas o mesmo significado.
Parece que a criança não espera encontrar transcritos todas as palavras da mensagem oral. O texto lhe serve para provocar ou sugerir uma emissão oral. O texto lhe serve para provocar ou sugerir uma emissão oral, mas que não determinaria totalmente.
“MA-RI-PO-SA, A,I,O,A”
Apesar do que relatamos, está claro que em um determinado momento, a criança tenta fazer coincidir a escrita e o enunciado oral. Isso pode ser observado muito claramente na hora de escrever.
Ao escrever, a criança tenta encontrar as unidades sonoras que correspondem às letras e, para isso, faz uso de seus conhecimentos sobre enunciados orais. Dessa forma, as unidades pronunciáveis que descobre são as sílabas. Repetindo lentamente e várias vezes para si mesma o nome que tem que escrever, a criança vai descobrindo as sílabas. Ao contrário, a segmentação natural, que não requer um conhecimento reflexivo. Isso ocorre quando a tarefa consiste em dizer as palavras aos poucos, mas não ocorre da mesma maneira quando a tarefa consiste em fazer operações de acréscimo, substituição ou inserção de sílabas porque, nesses casos, transformamos uma tarefa fácil em uma tarefa mais complexa.
A utilização da segmentação silábica como procedimento para escrever indica um avanço na compreensão da estrutura do sistema, já que supõe o passo da etapa da escrita pré-silábica rumo a uma escrita silábica. De fato, toda notação gráfica é uma representação externa que está “no lugar de” outra coisa, que representa (e não só apresenta) alguma idéia, imagem ou representação interna. A escrita é um sistema gráfico que está “no lugar da” linguagem, “ no lugar” das unidades sonoras mínimas da linguagem. Este estar “no lugar de” é a função primária e mais importante dos signos escritos. Através do procedimento de segmentação da palavra em sílabas, as crianças começam a trabalhar cognitivamente com a representação dos sons e chegam a compreender que as letras remetem às partes da palavra, isto é, às sílabas.
Na escrita controlada pela segmentação silábica estabelece-se uma relação entre uma representação dos sons e chegam a compreender que as letras remetem às partes da palavra, isto é, às sílabas.
Na escrita controlada pela segmentação silábica estabelece-se uma relação entre a representação – interna -, a segmentação em sílabas e as características – externas – da representação escrita. De fato, nos estudos anteriormente mencionados, ficou claro que as crianças não inventam sistemas silábicos, nos ampliam a segmentação silábica ás propriedades da ortografia a que estão habituadas, ou seja, usam a forma convencional das letras para escrever silabicamente.
As escritas silábicas possuem dois aspectos: o primeiro implica que a palavra que se quer escrever se decompõe em segmentos silábicos; e o segundo, que cada segmento silábico é indicado por uma grafia. Por exemplo, se a criança tem que escrever a palavra casa, fará uma segmentação em /ca/-/sa/ e escreverá uma letra para /ca/ e uma letra para /sa/. Percebemos que suas produções são silábicas quando o número de letras que escreve varia de numa palavra a outra, conforme o número de segmentos silábicos de cada uma delas, e quando lhe pedimos que leia o que escreveu.
As escritas controladas pela segmentação silábica podem realizar-se com letras que não tenham um valor sonoro convencional, isto é, com quaisquer letras, porque inicialmente a segmentação silábica controla a quantidade de grafias que devem ser escritas. Posteriormente, o valor sonoro das grafias será levado em consideração ao mesmo tempo em que a quantidade de grafias.
A primeira relação entre os segmentos silábicos e os valores das letras realiza-se sobre a vogal, dando lugar, por exemplo, à escrita de A, I, O, A no lugar de MARIPOSA. A maioria das crianças descobre o valor sonoro das vogais de forma mais rápida que o valor sonoro das consoantes. De fato, há muitos fatores que explicam essa conduta. Uma sílaba implica, por definição, a presença de vogais – porque as vogais sempre formam sílabas – e as crianças não apenas segmentam as palavras em sílabas, mas também as analisam.
Quando as crianças analisam as sílabas, descobrem a vogal, que é o elemento com maior sonoridade, o núcleo da sílaba. Já vogais podem ser pronunciadas de forma isolada, o que não acontece com as “consoantes” (daí a origem grega de seu nome, “soam em companhia de”, conforme Havelock, 1985). Além disso, se consideramos que o nome e o valor sonoro das vogais coincidem que sua freqüência gráfica é de 50% nas palavras escritas, percebemos por que, ao escrever, as crianças têm preferência pelas vogais.
Em um determinado momento, a criança é capaz de realizar uma análise interna da sílaba, o que dá lugar a uma escrita silábico-alfabética. Posteriormente, a criança fará uma representação exaustiva e sistemática de todos os componentes sonoros da escrita alfabética.
O período da fonetização da escrita inicia-se com a busca de correspondência entre as letras e as segmentações silábicas da palavra, na qual a cada letra corresponde uma sílaba.
BIBLIOGRAFIA: TEBEROSKY E COLOMER. Aprender a Ler e a Escrever – uma proposta construtivista. Editora Artmed.