PORTFÓLIO. O QUE É? E COMO PODE SER FEITO?
O PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO – PROF.ª SOLANGE VITÓRIA
A escola não é um tribunal de julgamento nem de inquisição, mas sim um templo de ensino. (autor desconhecido)
A avaliação, tal como tem sido processada nos dias de hoje, seria em instituições de ensino privado ou público, carece urgentemente de um novo olhar. No artigo 24, inciso V da Lei 9394/96, fala-se em “avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”.
Nas palavras-chaves do trecho acima (contínua, cumulativa, desempenho e qualitativo), temos um resumo do que é avaliar. Diante desse preceito, a avaliação deveria ser uma orientação básica que, se presta como uma prática de monitoramento da aprendizagem, diagnosticando eficiências e deficiências. A idéia de números, quantitativos de notas ou menções significam a representação numérica dos distintos comportamentos observáveis no processo de desenvolvimento do aluno, em que a cultura do número é dominante.
No processo ensino-aprendizagem, a avaliação sempre foi um dos itens mais questionáveis, pois, tem se apresentado na prática dos professores como um fim em si mesma. Para aliviar os nossos conflitos e redimensionar nossos critérios de avaliação, é que apresento a vocês um dos mais modernos recursos do professor, o PORTFÓLIO, que poderá acompanhar e avaliar o processo ensino aprendizagem. A palavra de origem latina pode parecer exótica, mas com o tempo todos estarão ambientados com este instrumento de avaliação. No Brasil, o termo é conhecido entre arquitetos, fotógrafos, artistas plásticos, pintores, jornalistas e outras profissões que apresentam um portfólio como um registro dos trabalhos que desenvolveram ao longo de suas vidas.
Na década de 90, os Estados Unidos introduziram no campo educacional, a princípio para a educação infantil, o portfólio como instrumento de ensino, que registra a organização dos saberes e demonstra todo um processo de construção de pensamento. O portfólio evoluiu de simples aspectos composicionais conhecidos como processofólio a procedimentos que incluem, principalmente, reflexões do aluno acerca do seu desenvolvimento intelectual. Pode-se citar aqui, dois exemplos de projetos que utilizam o portfólio como instrumento de avaliação. O Projeto Spectrum – programa piloto de pré-escola na Eliot Pearson Children’s Scholl na Universidade de Tufts, em Medford, Massachusetts e Key Learning Community, um programa das escolas públicas de Indianópolis, Indiana/Estados Unidos.
No ensino superior, os professores de algumas universidades como Harvard, foram introduzindo aos poucos este recurso e principalmente delegando ao aluno, o máximo de flexibilidade possível no processo, para que o aluno tivesse condições de aprimorar suas habilidades e construir novas competências a partir de então.
Conceito de portfólio de ensino:
Instrumento que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos estudantes, durante um curso ou uma disciplina. Inclui entre outros registros de visitas, resumos ou fichamentos de textos, projetos e relatórios de pesquisa e inclui principalmente ensaios auto-reflexivos que, permitem aos alunos a discussão de como a experiência no curso ou na disciplina mudou sua vida.
Objetivos do portfólio:
organizar os saberes do aluno;
desenvolver competência lingüística;
aprimorar habilidade de observação;
propiciar ao estudante o desenvolvimento de competências para avaliação de seu próprio trabalho;
possibilitar ao aluno e ao professor uma prática reflexiva;
contribuir para uma avaliação eficaz;
facilitar uma elaboração ordenada de conceitos.
Utilização do portfólio:
Auxiliar na avaliação do impacto dos programas educacionais;
Demonstração de habilidades específicas com eficácia e valores, feitas pelo aluno;
Possibilidade de refletir sobre seu próprio aprendizado e avaliá-lo;
Explicação, pelo estudante, da natureza do trabalho e que tipo de desenvolvimento esta tarefa possibilitou;
Fornecimento de retro-informações (Feedback) para os estudantes.
Vantagens e limitações:
O portfólio foge dos padrões tradicionais de avaliação;
O aluno pode interagir com o professor, registrando suas dúvidas e críticas;
Este instrumento pode ser utilizado em disciplinas separadamente, ou mesmo com um bloco de disciplinas, quando se tem um tema em comum;
Permite ao professor acompanhar de forma gradativa, a construção de conhecimento do aluno;
A avaliação de portfólio exige um tempo maior do professor, pois este necessita analisar criteriosamente trabalhos dos alunos.
Sugestões de informações a serem incluídas no portfólio:
Registro de experiências científicas, seminários, simpósios e outros;
Material de todas as aulas com cronograma (trabalhos, roteiro, relatórios, avaliações, exercícios de fixação e auto-avaliações);
Material do próprio aluno (conteúdos desenvolvidos, técnicas e materiais instrucionais utilizados, inovações introduzidas, e principalmente, reflexões próprias sobre o ensino);
Material de outrem (avaliações da disciplina e do professor feitas pelos alunos, colegas ou ex-alunos, comentários de colegas, prêmios recebidos).
EE CHIQUINHA RODRIGUES.
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.
O PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO – PROF.ª SOLANGE VITÓRIA
A escola não é um tribunal de julgamento nem de inquisição, mas sim um templo de ensino. (autor desconhecido)
A avaliação, tal como tem sido processada nos dias de hoje, seria em instituições de ensino privado ou público, carece urgentemente de um novo olhar. No artigo 24, inciso V da Lei 9394/96, fala-se em “avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”.
Nas palavras-chaves do trecho acima (contínua, cumulativa, desempenho e qualitativo), temos um resumo do que é avaliar. Diante desse preceito, a avaliação deveria ser uma orientação básica que, se presta como uma prática de monitoramento da aprendizagem, diagnosticando eficiências e deficiências. A idéia de números, quantitativos de notas ou menções significam a representação numérica dos distintos comportamentos observáveis no processo de desenvolvimento do aluno, em que a cultura do número é dominante.
No processo ensino-aprendizagem, a avaliação sempre foi um dos itens mais questionáveis, pois, tem se apresentado na prática dos professores como um fim em si mesma. Para aliviar os nossos conflitos e redimensionar nossos critérios de avaliação, é que apresento a vocês um dos mais modernos recursos do professor, o PORTFÓLIO, que poderá acompanhar e avaliar o processo ensino aprendizagem. A palavra de origem latina pode parecer exótica, mas com o tempo todos estarão ambientados com este instrumento de avaliação. No Brasil, o termo é conhecido entre arquitetos, fotógrafos, artistas plásticos, pintores, jornalistas e outras profissões que apresentam um portfólio como um registro dos trabalhos que desenvolveram ao longo de suas vidas.
Na década de 90, os Estados Unidos introduziram no campo educacional, a princípio para a educação infantil, o portfólio como instrumento de ensino, que registra a organização dos saberes e demonstra todo um processo de construção de pensamento. O portfólio evoluiu de simples aspectos composicionais conhecidos como processofólio a procedimentos que incluem, principalmente, reflexões do aluno acerca do seu desenvolvimento intelectual. Pode-se citar aqui, dois exemplos de projetos que utilizam o portfólio como instrumento de avaliação. O Projeto Spectrum – programa piloto de pré-escola na Eliot Pearson Children’s Scholl na Universidade de Tufts, em Medford, Massachusetts e Key Learning Community, um programa das escolas públicas de Indianópolis, Indiana/Estados Unidos.
No ensino superior, os professores de algumas universidades como Harvard, foram introduzindo aos poucos este recurso e principalmente delegando ao aluno, o máximo de flexibilidade possível no processo, para que o aluno tivesse condições de aprimorar suas habilidades e construir novas competências a partir de então.
Conceito de portfólio de ensino:
Instrumento que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos estudantes, durante um curso ou uma disciplina. Inclui entre outros registros de visitas, resumos ou fichamentos de textos, projetos e relatórios de pesquisa e inclui principalmente ensaios auto-reflexivos que, permitem aos alunos a discussão de como a experiência no curso ou na disciplina mudou sua vida.
Objetivos do portfólio:
organizar os saberes do aluno;
desenvolver competência lingüística;
aprimorar habilidade de observação;
propiciar ao estudante o desenvolvimento de competências para avaliação de seu próprio trabalho;
possibilitar ao aluno e ao professor uma prática reflexiva;
contribuir para uma avaliação eficaz;
facilitar uma elaboração ordenada de conceitos.
Utilização do portfólio:
Auxiliar na avaliação do impacto dos programas educacionais;
Demonstração de habilidades específicas com eficácia e valores, feitas pelo aluno;
Possibilidade de refletir sobre seu próprio aprendizado e avaliá-lo;
Explicação, pelo estudante, da natureza do trabalho e que tipo de desenvolvimento esta tarefa possibilitou;
Fornecimento de retro-informações (Feedback) para os estudantes.
Vantagens e limitações:
O portfólio foge dos padrões tradicionais de avaliação;
O aluno pode interagir com o professor, registrando suas dúvidas e críticas;
Este instrumento pode ser utilizado em disciplinas separadamente, ou mesmo com um bloco de disciplinas, quando se tem um tema em comum;
Permite ao professor acompanhar de forma gradativa, a construção de conhecimento do aluno;
A avaliação de portfólio exige um tempo maior do professor, pois este necessita analisar criteriosamente trabalhos dos alunos.
Sugestões de informações a serem incluídas no portfólio:
Registro de experiências científicas, seminários, simpósios e outros;
Material de todas as aulas com cronograma (trabalhos, roteiro, relatórios, avaliações, exercícios de fixação e auto-avaliações);
Material do próprio aluno (conteúdos desenvolvidos, técnicas e materiais instrucionais utilizados, inovações introduzidas, e principalmente, reflexões próprias sobre o ensino);
Material de outrem (avaliações da disciplina e do professor feitas pelos alunos, colegas ou ex-alunos, comentários de colegas, prêmios recebidos).
EE CHIQUINHA RODRIGUES.
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.