segunda-feira, 30 de março de 2009

PORTFÓLIO

PORTFÓLIO. O QUE É? E COMO PODE SER FEITO?
O PORTFÓLIO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO NA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO – PROF.ª SOLANGE VITÓRIA
A escola não é um tribunal de julgamento nem de inquisição, mas sim um templo de ensino. (autor desconhecido)
A avaliação, tal como tem sido processada nos dias de hoje, seria em instituições de ensino privado ou público, carece urgentemente de um novo olhar. No artigo 24, inciso V da Lei 9394/96, fala-se em “avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”.
Nas palavras-chaves do trecho acima (contínua, cumulativa, desempenho e qualitativo), temos um resumo do que é avaliar. Diante desse preceito, a avaliação deveria ser uma orientação básica que, se presta como uma prática de monitoramento da aprendizagem, diagnosticando eficiências e deficiências. A idéia de números, quantitativos de notas ou menções significam a representação numérica dos distintos comportamentos observáveis no processo de desenvolvimento do aluno, em que a cultura do número é dominante.
No processo ensino-aprendizagem, a avaliação sempre foi um dos itens mais questionáveis, pois, tem se apresentado na prática dos professores como um fim em si mesma. Para aliviar os nossos conflitos e redimensionar nossos critérios de avaliação, é que apresento a vocês um dos mais modernos recursos do professor, o PORTFÓLIO, que poderá acompanhar e avaliar o processo ensino aprendizagem. A palavra de origem latina pode parecer exótica, mas com o tempo todos estarão ambientados com este instrumento de avaliação. No Brasil, o termo é conhecido entre arquitetos, fotógrafos, artistas plásticos, pintores, jornalistas e outras profissões que apresentam um portfólio como um registro dos trabalhos que desenvolveram ao longo de suas vidas.
Na década de 90, os Estados Unidos introduziram no campo educacional, a princípio para a educação infantil, o portfólio como instrumento de ensino, que registra a organização dos saberes e demonstra todo um processo de construção de pensamento. O portfólio evoluiu de simples aspectos composicionais conhecidos como processofólio a procedimentos que incluem, principalmente, reflexões do aluno acerca do seu desenvolvimento intelectual. Pode-se citar aqui, dois exemplos de projetos que utilizam o portfólio como instrumento de avaliação. O Projeto Spectrum – programa piloto de pré-escola na Eliot Pearson Children’s Scholl na Universidade de Tufts, em Medford, Massachusetts e Key Learning Community, um programa das escolas públicas de Indianópolis, Indiana/Estados Unidos.
No ensino superior, os professores de algumas universidades como Harvard, foram introduzindo aos poucos este recurso e principalmente delegando ao aluno, o máximo de flexibilidade possível no processo, para que o aluno tivesse condições de aprimorar suas habilidades e construir novas competências a partir de então.
Conceito de portfólio de ensino:
Instrumento que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos estudantes, durante um curso ou uma disciplina. Inclui entre outros registros de visitas, resumos ou fichamentos de textos, projetos e relatórios de pesquisa e inclui principalmente ensaios auto-reflexivos que, permitem aos alunos a discussão de como a experiência no curso ou na disciplina mudou sua vida.
Objetivos do portfólio:
organizar os saberes do aluno;
desenvolver competência lingüística;
aprimorar habilidade de observação;
propiciar ao estudante o desenvolvimento de competências para avaliação de seu próprio trabalho;
possibilitar ao aluno e ao professor uma prática reflexiva;
contribuir para uma avaliação eficaz;
facilitar uma elaboração ordenada de conceitos.
Utilização do portfólio:
Auxiliar na avaliação do impacto dos programas educacionais;
Demonstração de habilidades específicas com eficácia e valores, feitas pelo aluno;
Possibilidade de refletir sobre seu próprio aprendizado e avaliá-lo;
Explicação, pelo estudante, da natureza do trabalho e que tipo de desenvolvimento esta tarefa possibilitou;
Fornecimento de retro-informações (Feedback) para os estudantes.
Vantagens e limitações:
O portfólio foge dos padrões tradicionais de avaliação;
O aluno pode interagir com o professor, registrando suas dúvidas e críticas;
Este instrumento pode ser utilizado em disciplinas separadamente, ou mesmo com um bloco de disciplinas, quando se tem um tema em comum;
Permite ao professor acompanhar de forma gradativa, a construção de conhecimento do aluno;
A avaliação de portfólio exige um tempo maior do professor, pois este necessita analisar criteriosamente trabalhos dos alunos.
Sugestões de informações a serem incluídas no portfólio:
Registro de experiências científicas, seminários, simpósios e outros;
Material de todas as aulas com cronograma (trabalhos, roteiro, relatórios, avaliações, exercícios de fixação e auto-avaliações);
Material do próprio aluno (conteúdos desenvolvidos, técnicas e materiais instrucionais utilizados, inovações introduzidas, e principalmente, reflexões próprias sobre o ensino);
Material de outrem (avaliações da disciplina e do professor feitas pelos alunos, colegas ou ex-alunos, comentários de colegas, prêmios recebidos).

EE CHIQUINHA RODRIGUES.
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.

sábado, 28 de março de 2009

FORMAÇÃO DO PROFESSOR - VANTAGENS DA LEITURA COMPARTILHADA.

DE NORTE 1
EE CHIQUINHA RODRIGUES
HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.

VANTAGENS DE UMA LEITURA COMPARTILHADA

1) Estabelecer uma situação afetiva e descontraída faz com que as crianças sintam que ler livros é uma das atividades que os adultos realizam que pode ser compartilhada de forma prazerosa ou interessante.
2) Manusear os livros coletivamente dá oportunidade de se acostumar aos diferentes tipos de organização e de adquirir palavras para falar sobre os livros: o que é um título, um índice, um personagem, um poema, um capítulo, etc.
3) Apresentar os livros ou recorrer a eles em situações determinadas permite que se faça uma idéia das diferentes funções e das diferentes expectativas com que se deve abordar a leitura.
4) Os comentários afetivos sobre os personagens, por exemplo, mostram que os textos literários solicitam um envolvimento desse tipo, diferentemente dos receituários de cozinha, por mais doces que ofereçam.
5) Ler o texto e fragmentos dele de forma literal permite familiarizar-se com a forma escrita da linguagem e saber que o escrito ostenta o poder de explicar a história ou de conter a informação.
6) Comentários que explicam os nexos entre as ações, que interrogam sobre o que acontecerá, ou que formulam novas perguntas diante da informação encontrada ajudam a criar mecanismos próprios da leitura, como os de antecipação i inferência.
7) Observar detalhadamente os livros leva, com naturalidade, a criança a fixar a atenção nos detalhes e a formar uma interpretação global baseada na sua coerência.
8) Dar tempo às perguntas suscitadas pelo livro interessar-se pelos comentários das crianças favorece a ampliação de seu mundo à luz do que o texto diz, construindo nelas uma experiência ativa de diálogo com a comunidade através do escrito.
9) Retomar a história ou voltar às idéias centrais, depois das conversas sobre aspectos não necessariamente centrais, ajuda a distinguir entre a lógica do texto e os interesses pessoais, entre a informação relevante para o autor e a informação relevante no momento, para o leitor.

Bibliografia: TEBEROSKY A. e COLOMER T. A prender a Ler e a Escrever – uma proposta construtivista. Editora Artmed. 2003

TRABALHO PESSOAL
Registre abaixo uma situação pedagógica desenvolvida através da leitura compartilhada em sua rotina em sala de aula comentando os aspectos positivos dessa atividade:
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FORMAÇÃO DO PROFESSOR - ESTRATÉGIAS DE LEITURA.

DE NORTE 1.
EE CHIQUINHA RODRIGUES.
HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.
ESTRATÉGIAS DE LEITURA

O planejamento das atividades de leitura deve considerar os diferentes níveis de compreensão dos alunos e uma mesma atividade pode propor desafios diferentes para cada um. Dessa forma, todos os alunos encontram problemas a resolver na atividade enquanto uns ocupam-se em encontrar pistas para descobrir as palavras solicitadas, utilizando estratégias de leitura e o conhecimento do valor sonoro convencional de algumas letras, outros, que já lêem e escrevem convencionalmente, ocupam-se, ocupam-se em resolver problemas relacionados com as convenções ortográficas retira-se o banco de palavras e eles centram-se na grafia correta das palavras.
“Como as crianças ainda não sabem decodificar completamente os textos escritos, utilizam estratégias antecipatórias de leitura para descobrir o que está escrito, como as letras iniciais, finais ou mediais das palavras”.
As crianças sabem qual é a palavra que devem procurar, e algumas a identificam no meio das outras da lista. Porém não conseguem justificar sua escolha, ou seja, não conseguem passar do plano da ação para o plano de discurso. Logo em seguida, Renata lançou perguntas que as ajudou a analisar diferenças e semelhanças que reconheciam no enunciado oral para tentar encontrar essas marcas no texto escrito.
O que é uma estratégia de leitura:
“Os adultos, como as crianças, também utilizam algumas estratégias para ler”.
Uma estratégia de leitura é um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informação. Existem estratégias de seleção, de antecipação, de inferência e de verificação.
Estratégias de seleção: permitem que o leitor se atenha aos índices úteis, desprezando os irrelevantes. Ao ler, fazemos isso o tempo todo: nosso cérebro “sabe”, por exemplo, que não precisa se deter na letra que vem após o “q”, pois certamente será “u”; ou que nem sempre é o caso de se fixar nos artigos, pois o gênero está definido pelo substantivo.
Estratégias de antecipação: tornam possível prever o que ainda está por vir, como base em informações explícitas e em suposições. Se a linguagem não for muito rebuscada e o conteúdo não for muito novo, nem muito difícil, é possível eliminar letras em cada uma das palavras escritas em um texto, e até mesmo uma palavra a cada cinco outras, sem que a falta de informações prejudique a compreensão. Além, das letras, sílabas e palavras, antecipamos significados.
O gênero, o autor, o título e muitos outros índices nos informam o que é possível que encontremos em um texto. Assim, se formos ler uma história de Monteiro Lobato chamada Viagem ao Céu, é previsível que encontraremos determinados personagens, certas palavras do campo da astronomia e que certamente, alguma travessura acontecerá.
Estratégia de inferência: permitem captar o que não está dito no texto de forma explícita. A inferência é aquilo que “lemos”, mas não está escrito. São adivinhações baseadas tanto em pistas dadas pelo próprio texto como em conhecimentos que o leitor possui. Às vezes, essas inferências se confirmam, e ás vezes não; de qualquer forma, não são adivinhações aleatórias.
Além do significado, inferimos também palavras, sílabas ou letras. Boa parte do conteúdo de um texto pode ser antecipada ou inferida em função do contexto: portadores, circunstâncias de aparição ou propriedades do texto.
O contexto, na verdade, contribui decisivamente para a interpretação do texto e, com freqüência, até mesmo para inferir a intenção do autor.
Estratégia de verificação: tornam possível o controle da eficácia ou não das demais estratégias permitindo confirmar, ou não, as especulações realizadas. Esse tipo de checagem para confirmar – ou não – a compreensão é inerente à leitura. Utilizamos todas as estratégias de leitura mais ou menos ao mesmo tempo, sem ter consciência disso. Só nos damos conta do que estamos fazendo se formos analisar com cuidado nosso processo de leitura, como estamos fazendo ao se formos analisar com cuidado nosso processo de leitura, como estamos fazendo ao longo deste texto.

BIBLIOGRAFIA: Sole Isabel. Estratégias de Leitura. Editora Artmed.





Partindo do texto acima, elabora uma situação didática que contemple as estratégias de leitura descritas acima:
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sábado, 14 de março de 2009

HTPC - Planejamento.

PLANEJAMENTO – ENGRENAGEM DA BOA EDUCAÇÃO

PAULA MONTEIRO

Mais um ano letivo começa e logo se apresenta um grande desafio: o planejamento anual. Garantir que esse momento possibilite trocas entre especialistas, gestores, coordenadores pedagógicos, professores e representantes da comunidade escolar é fundamental para que as ações previstas para o ano sejam implantadas com qualidade.
O planejamento geralmente está integrado a jornada pedagógica, que acontece entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro. Ele pode esse estender por um período de três dias a uma semana. Na programação, há momentos específicos para discussões entre profissionais de três níveis: os responsáveis pela articulação do trabalho na rede, os gestores e os professores. Todos, nesse momento, ficam concentrados em antever ações que ao longo do ano letivo vão contribuir para o desenvolvimento educacional dos estudantes. A idéia é trocar informações com os pares com o objetivo de preparar uma boa recepção para os alunos.
Mas o que deve fazer para que esse rico processo não resulte apenas em intenções, bem parecidas com as promessas de ano novo? Segundo Danilo Gandin, autor do livro A Prática do Planejamento Participativo, o planejamento é um processo vivo e não se resume ao preenchimento dos quadros com planos que, sob o pretexto de serem flexíveis, nunca são praticados como foram concebidos.
Por isso, nesse processo é importante garantir que sejam seguidas três etapas: a elaboração, a execução e a avaliação. Na primeira, é necessário que o grupo explicite os ideais que norteiam suas ações. Qual realidade sonhamos vivenciar? Que tipo de pessoas formamos? Que educação queremos para crianças e jovens? Conhecendo o desejado, é hora de analisar a realidade existente. Para que o planejamento seja realmente um instrumento de trabalho, é preciso colocá-lo em prática, ou seja, agir de acordo com o que foi imaginado. E só será possível perceber se o quadro encontrado no início do ano está sendo transformado na direção da realidade desejada se houver algum tipo de acompanhamento das ações.
Da rede saem as diretrizes para o trabalho das escolas.
O planejamento da Educação na esfera das redes de ensino é o instrumento que possibilita a disseminação das políticas públicas educacionais entre os gestores, coordenadores pedagógicos e professores. Esse é o primeiro passo para as políticas nacionais, estaduais ou municipais sejam incorporadas ao cotidiano escolar. O momento requer maior trabalho dos profissionais das secretarias em parcerias com diretores e coordenadores pedagógicos.
REDE
No planejamento realizado na rede, cabe à secretaria checar as avaliações sobre suas escolas, analisar problemas como repetência de deficiência em Matemática, por exemplo, e unir esses dados a documentos para definir metas e prioridades. Com base nisso, a equipe pensa em como montar uma estrutura que permite as escolas desenvolver seus projetos. Não adianta planejar uma série de novas atividades se a secretaria não comprar os materiais necessários, prever programas de capacitação docente e horário para o planejamento coletivo.
Nessa esfera durante a jornada pedagógica, a equipe da secretaria chama coordenadores pedagógicos e diretores para encontros com o objetivo de planejar a formação de professores dos diferentes níveis e disciplinas. Em redes pequenas, todos se encontram na rede da secretaria. Nas grandes cidades, esse trabalho é feito em diretorias de ensino. Nos encontros, é definida a forma como as orientações pedagógicas chegarão até as escolas. É necessário considerar a realidade das comunidades atendidas para que se garantam o sucesso da implantação das idéias e, em última instância, a aprendizagem de crianças e jovens.
PROFESSOR
O foco do planejamento se fecha sobre o trabalho didático. A tarefa dos professores começa com o estudo dos resultados da avaliação realizada no fim do ano anterior, feito pelos professores e pelo coordenador pedagógico. A equipe dá atenção aos pontos que concentraram dificuldades de aprendizagem e estratégias que funcionaram ou não. É a hora, então, de escolher os objetivos gerais e os conteúdos correspondentes para pensar os objetivos e as seqüências didáticas.
Outra tarefa é distribuir os conteúdos de ensino e aprendizagem a ser trabalhados no período. Ao colocá-lo lado a lado, por série, fica fácil ver se estão coerentes com os critérios de diversidade e continuidade. Isso é feito coletivamente para que o currículo tenha uma organização coerente. Sabendo-se o que já foi visto e o que precisa ser tratado, evitam-se repetições e omissões. Sem a troca, um estudante corre o risco de participar por anos de projetos distintos com conteúdos parecidos.
Como nas outras esferas, o planejamento dos professores também precisa se basear em avaliações ocorridas no ano anterior. Outro ponto de partida é o documento com a síntese do último planejamento, que deve ser cruzado com as avaliações. O que foi previsto no último ano e o que de fato foi realizado? Quais expectativas de aprendizagem para cada disciplina neste ano? Mediar esse balanço é tarefa do coordenador.
A troca de informações entre professores é fundamental para dar coerência à aprendizagem ao longo da escolaridade. Para evitar a repetição de conteúdos, é necessário que os professores da mesma disciplina saibam até onde o colega conseguiu avançar no ano anterior para depois definir o que será abordado.
Depois de definido “o que” e “o quando” será trabalhado, é preciso estabelecer “o como” e cada professor decide que estratégias pedagógicas irá empregar. Delia Lener, autora do livro Ensinar – tarefa para profissionais, sugere que o professor utilize diferentes modalidades organizativas do ensino: projetos, atividades, atividades habituais, seqüência de atividades e atividades independentes. Essas estratégias devem ser complementadas umas pelas outras. Os projetos resultam na confecção de um produto – um objeto ou uma ação, como o documentário sobre o trabalho escravo contemporâneo produzido na Barão de Gurguéia. Não há tempo fixo. O ideal é que se estabeleça um cronograma com os alunos e todos se responsabilizem por cumpri-lo. Essa é a estratégia de ensino mais recomendada quando se trata de desenvolver textos com propósitos comunicativos.
As atividades habituais, como o próprio nome diz, buscam criar e cultivar hábitos como a leitura de notícias em jornais e revistas. São realizadas com uma freqüência regular (uma vez por semana, uma vez por quinzena), que não pode ser desrespeitada para não perder o caráter. A seqüência de atividades é a modalidade organizativa mais comum entre os professores. É um conjunto de ações que visam a aprendizagem de um ou mais conteúdos específicos. Por exemplo, estudar o que é o aquecimento global e como reduzir suas conseqüências.
Além de ser uma ferramenta pedagógica imprescindível, o planejamento também promove a utilização mais eficiente dos recursos e do tempo da escola. Quando todos os professores decidem previamente o que vão fazer e quando, fica mais fácil organizar o uso dos espaços comuns – como laboratórios, quadras poliesportivas e biblioteca ou sala de leitura – e dos equipamentos e recursos disponíveis, como TV, aparelhos de som e DVD, mapas, jogos etc.
Algumas escolas começam inserir no seu planejamento um trabalho muito especial, que é o planejamento do aluno. “Em geral, ele não planeja e não decide seus objetivos de aprendizagem”, afirma. Mesmo ciente de que as escolas estão muito longe dessa experiência, ele considera importante que os professores, coordenadores pedagógicos e gestores pensem nisso. Isso pode ser realizado por meio de pausas avaliativas, momentos em que os professores explicitam quais eram as intenções de ensino no bimestre e os alunos se posicionam em relação a elas.