segunda-feira, 18 de maio de 2009

AMBIENTE ALFABETIZADOR.

EE CHIQUINHA RODRIGUES.
GRUPO DE ESTUDO DO PROGRAMA LER E ESCREVER.

AMBIENTE ALFABETIZADOR

Diz-se que um ambiente é alfabetizador quando promove um conjunto de situações de uso reais de leitura e escrita nas quais as crianças têm a oportunidade de participar. Se os adultos com quem as crianças convivem utilizam a escrita no seu cotidiano e oferecem a elas a oportunidade de presenciar e participar de diversos atos de leitura e de escrita, elas podem, desde cedo, pensar sobre a língua e seus usos, construindo idéias sobre como se lê e como se escreve.
Na instituição de educação infantil, são variadas as situações de comunicação que necessitam da mediação pela escrita. Isso acontece, por exemplo, quando se recorre a uma instrução escrita de uma regra de jogo, quando se lê uma notícia de jornal de interesse das crianças, quando se informa sobre o dia e o horário de uma festa em um convite de aniversário, quando se anota uma idéia para não esquecê-la ou quando o professor envia um bilhete para os pais e tem a preocupação de lê-lo para as crianças, permitindo que elas se informem sobre seu conteúdo e intenção.
Todas as tarefas que tradicionalmente o professor realizava fora da sala e na ausência das crianças, como preparar convites para as reuniões de pais, escrever uma carta para uma criança que está se ausentando, ler um bilhete deixado pelo professor do outro período etc., podem ser partilhadas com as crianças ou integrarem atividades de exploração dos diversos usos da escrita de leitura.
A participação ativa das crianças nesses eventos de letramento configura um ambiente alfabetizador na instituição. Isso é especialmente importante quando as crianças provêm de comunidades pouco letradas, em que têm pouca oportunidade de presenciar atos de leitura e escrita junto com parceiros mais experientes. Se a educação infantil trouxer os diversos textos utilizados nas práticas sociais para dentro da instituição, estará ampliando o acesso ao mundo letrado, cumprindo um papel importante na busca de igualdade de oportunidades.
Algumas vezes, o termo “ambiente alfabetizador” tem sido confundido com a imagem de uma sala com paredes cobertas de textos expostos e, às vezes, até com etiquetas nomeando móveis e objetos, como se esta fosse uma forma eficiente de expor as crianças à escrita. É necessário considerar que expor as crianças às práticas de leitura e escrita está relacionada com a oferta de oportunidades de participação em situações nas quais a escrita e a leitura se façam necessárias, isto é, nas quais tenham uma função real de expressão e comunicação.
A experiência com textos variados e de diferentes gêneros é fundamental para a constituição do ambiente de letramento. A seleção do material escrito, portanto, deve estar guiada pela necessidade de iniciar as crianças no contato com os diversos textos e de facilitar a observação de práticas sociais de leitura e escrita nas quais suas diferentes funções e características sejam consideradas. Nesse sentido, os textos de literatura geral e infantil, jornais, revistas, textos publicitários etc. são modelos que se pode oferecer às crianças para que aprendam sobre a linguagem que se usa para escrever.
O professor, de acordo com seus projetos e objetivos, pode escolher com que gêneros vai trabalhar de forma mais contínua e sistemática, para que as crianças o conheçam bem.
Por exemplo, conhecer o que é uma receita culinária, seu aspecto gráfico, formato em lista, combinação de palavras e números que indicam a quantidade dos ingredientes etc, assim como as características de uma poesia, histórias em quadrinhos, notícias de jornal e etc.
Alguns textos são adequados para o trabalho com a linguagem escrita nessa faixa etária, com, por exemplo, receitas culinárias; regras de jogos; textos impressos em embalagens, rótulos, anúncios, slogans, cartazes, folhetos; cartas. Bilhetes, postais, cartões (de aniversário, de Natal etc.); convites; diários (pessoais, das crianças, da classe); histórias em quadrinhos, textos de jornais, revistas e suplementos infantis; parlendas, canções, poemas, quadrinhas, advinhas e trava-línguas; contos (de fada, de assombração etc); mitos, lendas, “causos” populares e fábulas; relatos históricos; textos de enciclopédia etc.

Fonte: A organização do espaço dos alunos. Guia de estudo para o horário de trabalho coletivo. Bloco 9 – texto 25.
Material a disposição para consulta no site da CENP.

TRABALHO PESSOAL
Como o espaço físico da sua sala de aula contribui para as práticas da leitura e da escrita?
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS DE ESCRITA.

EE CHIQUINHA RODRIGUES.
GRUPO DE ESTUDO – HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO.
DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS DE ESCRITA
NÍVEL DE ESCRITA
DESCRIÇÃO
EXEMPLO

PRÉ-SILÁBICO
Neste nível a escrita é alheia a qualquer busca de correspondência com o som. Interessam ao aluno considerações como o tipo e quantidade de grafismos. Neste nível o aluno:
testa a diferenciação entre desenho e a escrita;
reproduz os traços típicos da escrita, conforme seu contato com as formas gráficas (cursivas ou imprensa) elegendo a mais familiar para utilizar em suas grafias;
utiliza a grafia de seu nome para retirar elementos para a escrita de outras palavras;
concebe a hipótese de utilizar, no mínimo, duas ou três letras para poder formar palavras;
percebe a necessidade de variar caracteres para obter palavras diferentes;
coisas pequenas, escreve pequeno, coisas grandes, escreve grande.
BANANA – ALSRA
UVA – VAALHA
ABACAXI – ALSIO
MEL - RROISA

SILÁBICO
A criança (ouvinte) compreende que as diferenças de representações escritas relacionam-se com as diferenças na pauta sonora das palavras. Surge a necessidade de utilizar uma grafia para cada som, fazendo uma utilização aleatória dos símbolos gráficos. As letras usadas para representar a grafia não representam o valor sonoro convencional. Numa etapa mais evoluída empregam as consoantes tendo já o valor convencional.
BANANA – BAN
UVA – UVA
ABACAXI – ABSI
MEL - MU


SILÁBICO –
ALFABÉTICO
Neste estágio de desenvolvimento da escrita, coexistem as formas de fazer corresponder os sons às formas silábica e alfabética, que induz a uma escolha de letras de forma ortográfica ou fonética.
A escrita pode apresentar algumas sílabas com características do nível silábico e outras, do nível alfabético (escrita híbrida).
BANANA – BÃONÃONA
UVA – UVA
ABACAXI – ABACAGI
MEL - NEO

ALFABÉTICO
É o último nível de aprendizagem de escrita. Momento em que o aluno chega aos seguintes entendimentos:
* A sílaba não pode ser considerada uma unidade, podendo ser desmembrada em elementos menores (letras);
* A identificação do som não garante a identificação da letra, gerando as dificuldades ortográficas;
* Para proceder à escrita é necessária a análise fonética das palavras.
BANANA – BANANA
UVA – UVA
ABACAXI- ABACAGI
MEL - MEU


ALFABÉTICO –
ORTOGRÁFICO
O aluno escreve as palavras sem erro de ortografia.
BANANA – BANANA
UVA – UVA
ABACAXI – ABACAXI
MEL - MEL


PROPOSTA DE TRABALHO

Traga para análise e discussão no próximo HTPC, as sondagens de alunos que parecem não avançar em suas hipóteses de escrita. Use o espaço abaixo para descrever o que foi discutido:
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