terça-feira, 5 de abril de 2011

A META SURPRESA.

Passada a euforia, somada a alegria de um bônus gordo que nunca é demais, nosso grupo ficou surpreso com a nota obtida pela nossa escola: 6,03! Não há como negar que foi uma nota altíssima, nos colocando pelo segundo ano seguido como a primeira escola da nossa diretoria de ensino. Em outras diretorias de ensino, algumas escolas conseguiram notas superiores a nossa, porém pelo fato da nossa unidade escolar estar situada em uma comunidade de periferia, a nota causou surpresa.
Em 2010 fizemos 5,62 no SARESP e nossa nota no IDEB foi 5,11. Praticamente não houve diferença entre as duas avaliações externas. Uma confirmou a outra e 5,62 pode não ser considerado uma nota de excelência, mas demonstra um salto de qualidade.

Como disse no post anterior a esse, não temos respostas prontas e muito menos receitas para as escolas que desejam superar suas metas, mas gostaríamos de relembrar nossos pares com algumas dicas fundamentais:

1. O HTPC é um espaço de formação continuada do professor. Não permita que ele se transforme em um espaço de recados e discussões desnecessárias;

2. Um grupo unido pelo mesmo objetivo é fundamental. Parece frase pronta tirada de palestras de motivação, mas na prática faz toda a diferença. Na nossa escola, muitos dos professores estão juntos há quase vinte anos, incluindo o supervisor;

3. Faça uso da Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Ela foi elaborada por profissionais competentes, que tem como objetivo a melhoria da qualidade de ensino;

4. Invista na recuperação contínua que é um direito do aluno e na rotina semanal do professor, esse momento deve estar previsto. A recuperação paralela, deve ser promovida e estimulada. Na nossa escola temos a sala de recursos (SAPE), a recuperação paralela com o próprio professor da classe (quatro aulas semanais) e o programa intensivo de ciclo no 4º ano, antiga 3ª séries, para os alunos com dificuldades de aprendizagem;

5. O planejamento deve ser um momento de reflexão. Em 2010, a formação continuada do professor foi focada na matemática, que ainda é um problema crucial para nós. Também fizemos nas htpcs, formações sobre sondagens das hipóteses de escrita e sondagens matemáticas, sobre como avaliar, sobre projetos didáticos, sequências didáticas e atividades permanentes e sobre reescrita, entre outros temas. Não esquecendo: o HTPC tem que ser um espaço de ação e reflexão sobre a prática docente;

6. Utilize os dados do SARESP como base para vocês saberem o que devem corrigir. Em 2009, quando não recebemos o bônus, utilizamos os dados para corrigir nossas falhas. Fomos atrás do prejuízo;

7. Realizem simulados. Pelo menos 2. Um por semestre. Utilizamos provas dos anos anteriores (que vocês podem baixar do site) para prepararmos nossos alunos. Em 2010, a VUNESP utlizou questões dos SARESPs de 2005, 2006 e 2007. Quando nossos alunos foram fazer a prova já tinham realizado as questões nos simulados em sala de aula semanas antes. Sempre tenham um momento para discutir com o grupo e com os alunos as questões do SARESP que os alunos encontraram maior dificuldade;

8. Pausa do SARESP é para realmente parar e refletir sobre os indicadores de qualidade e de fluxo. Não abram mão desse momento;

9. Planejar as atividades é fundamental. Utilize o Guia de Orientações Didáticas do Programa Ler e Escrever. Não é a bíblia, mas uma excelente ferramenta para o professor;

10. Não trabalhe visando o bônus e sim a qualidade do ensino. Ao entrar na sala de aula, sempre pense que ali poderia ser seu filho, um sobrinho ou um ente querido e que você gostaria que ele tivesse o melhor ensino.

Uma feliz caminhada.

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