sábado, 28 de março de 2009

FORMAÇÃO DO PROFESSOR - ESTRATÉGIAS DE LEITURA.

DE NORTE 1.
EE CHIQUINHA RODRIGUES.
HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO.
ESTRATÉGIAS DE LEITURA

O planejamento das atividades de leitura deve considerar os diferentes níveis de compreensão dos alunos e uma mesma atividade pode propor desafios diferentes para cada um. Dessa forma, todos os alunos encontram problemas a resolver na atividade enquanto uns ocupam-se em encontrar pistas para descobrir as palavras solicitadas, utilizando estratégias de leitura e o conhecimento do valor sonoro convencional de algumas letras, outros, que já lêem e escrevem convencionalmente, ocupam-se, ocupam-se em resolver problemas relacionados com as convenções ortográficas retira-se o banco de palavras e eles centram-se na grafia correta das palavras.
“Como as crianças ainda não sabem decodificar completamente os textos escritos, utilizam estratégias antecipatórias de leitura para descobrir o que está escrito, como as letras iniciais, finais ou mediais das palavras”.
As crianças sabem qual é a palavra que devem procurar, e algumas a identificam no meio das outras da lista. Porém não conseguem justificar sua escolha, ou seja, não conseguem passar do plano da ação para o plano de discurso. Logo em seguida, Renata lançou perguntas que as ajudou a analisar diferenças e semelhanças que reconheciam no enunciado oral para tentar encontrar essas marcas no texto escrito.
O que é uma estratégia de leitura:
“Os adultos, como as crianças, também utilizam algumas estratégias para ler”.
Uma estratégia de leitura é um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informação. Existem estratégias de seleção, de antecipação, de inferência e de verificação.
Estratégias de seleção: permitem que o leitor se atenha aos índices úteis, desprezando os irrelevantes. Ao ler, fazemos isso o tempo todo: nosso cérebro “sabe”, por exemplo, que não precisa se deter na letra que vem após o “q”, pois certamente será “u”; ou que nem sempre é o caso de se fixar nos artigos, pois o gênero está definido pelo substantivo.
Estratégias de antecipação: tornam possível prever o que ainda está por vir, como base em informações explícitas e em suposições. Se a linguagem não for muito rebuscada e o conteúdo não for muito novo, nem muito difícil, é possível eliminar letras em cada uma das palavras escritas em um texto, e até mesmo uma palavra a cada cinco outras, sem que a falta de informações prejudique a compreensão. Além, das letras, sílabas e palavras, antecipamos significados.
O gênero, o autor, o título e muitos outros índices nos informam o que é possível que encontremos em um texto. Assim, se formos ler uma história de Monteiro Lobato chamada Viagem ao Céu, é previsível que encontraremos determinados personagens, certas palavras do campo da astronomia e que certamente, alguma travessura acontecerá.
Estratégia de inferência: permitem captar o que não está dito no texto de forma explícita. A inferência é aquilo que “lemos”, mas não está escrito. São adivinhações baseadas tanto em pistas dadas pelo próprio texto como em conhecimentos que o leitor possui. Às vezes, essas inferências se confirmam, e ás vezes não; de qualquer forma, não são adivinhações aleatórias.
Além do significado, inferimos também palavras, sílabas ou letras. Boa parte do conteúdo de um texto pode ser antecipada ou inferida em função do contexto: portadores, circunstâncias de aparição ou propriedades do texto.
O contexto, na verdade, contribui decisivamente para a interpretação do texto e, com freqüência, até mesmo para inferir a intenção do autor.
Estratégia de verificação: tornam possível o controle da eficácia ou não das demais estratégias permitindo confirmar, ou não, as especulações realizadas. Esse tipo de checagem para confirmar – ou não – a compreensão é inerente à leitura. Utilizamos todas as estratégias de leitura mais ou menos ao mesmo tempo, sem ter consciência disso. Só nos damos conta do que estamos fazendo se formos analisar com cuidado nosso processo de leitura, como estamos fazendo ao se formos analisar com cuidado nosso processo de leitura, como estamos fazendo ao longo deste texto.

BIBLIOGRAFIA: Sole Isabel. Estratégias de Leitura. Editora Artmed.





Partindo do texto acima, elabora uma situação didática que contemple as estratégias de leitura descritas acima:
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sábado, 14 de março de 2009

HTPC - Planejamento.

PLANEJAMENTO – ENGRENAGEM DA BOA EDUCAÇÃO

PAULA MONTEIRO

Mais um ano letivo começa e logo se apresenta um grande desafio: o planejamento anual. Garantir que esse momento possibilite trocas entre especialistas, gestores, coordenadores pedagógicos, professores e representantes da comunidade escolar é fundamental para que as ações previstas para o ano sejam implantadas com qualidade.
O planejamento geralmente está integrado a jornada pedagógica, que acontece entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro. Ele pode esse estender por um período de três dias a uma semana. Na programação, há momentos específicos para discussões entre profissionais de três níveis: os responsáveis pela articulação do trabalho na rede, os gestores e os professores. Todos, nesse momento, ficam concentrados em antever ações que ao longo do ano letivo vão contribuir para o desenvolvimento educacional dos estudantes. A idéia é trocar informações com os pares com o objetivo de preparar uma boa recepção para os alunos.
Mas o que deve fazer para que esse rico processo não resulte apenas em intenções, bem parecidas com as promessas de ano novo? Segundo Danilo Gandin, autor do livro A Prática do Planejamento Participativo, o planejamento é um processo vivo e não se resume ao preenchimento dos quadros com planos que, sob o pretexto de serem flexíveis, nunca são praticados como foram concebidos.
Por isso, nesse processo é importante garantir que sejam seguidas três etapas: a elaboração, a execução e a avaliação. Na primeira, é necessário que o grupo explicite os ideais que norteiam suas ações. Qual realidade sonhamos vivenciar? Que tipo de pessoas formamos? Que educação queremos para crianças e jovens? Conhecendo o desejado, é hora de analisar a realidade existente. Para que o planejamento seja realmente um instrumento de trabalho, é preciso colocá-lo em prática, ou seja, agir de acordo com o que foi imaginado. E só será possível perceber se o quadro encontrado no início do ano está sendo transformado na direção da realidade desejada se houver algum tipo de acompanhamento das ações.
Da rede saem as diretrizes para o trabalho das escolas.
O planejamento da Educação na esfera das redes de ensino é o instrumento que possibilita a disseminação das políticas públicas educacionais entre os gestores, coordenadores pedagógicos e professores. Esse é o primeiro passo para as políticas nacionais, estaduais ou municipais sejam incorporadas ao cotidiano escolar. O momento requer maior trabalho dos profissionais das secretarias em parcerias com diretores e coordenadores pedagógicos.
REDE
No planejamento realizado na rede, cabe à secretaria checar as avaliações sobre suas escolas, analisar problemas como repetência de deficiência em Matemática, por exemplo, e unir esses dados a documentos para definir metas e prioridades. Com base nisso, a equipe pensa em como montar uma estrutura que permite as escolas desenvolver seus projetos. Não adianta planejar uma série de novas atividades se a secretaria não comprar os materiais necessários, prever programas de capacitação docente e horário para o planejamento coletivo.
Nessa esfera durante a jornada pedagógica, a equipe da secretaria chama coordenadores pedagógicos e diretores para encontros com o objetivo de planejar a formação de professores dos diferentes níveis e disciplinas. Em redes pequenas, todos se encontram na rede da secretaria. Nas grandes cidades, esse trabalho é feito em diretorias de ensino. Nos encontros, é definida a forma como as orientações pedagógicas chegarão até as escolas. É necessário considerar a realidade das comunidades atendidas para que se garantam o sucesso da implantação das idéias e, em última instância, a aprendizagem de crianças e jovens.
PROFESSOR
O foco do planejamento se fecha sobre o trabalho didático. A tarefa dos professores começa com o estudo dos resultados da avaliação realizada no fim do ano anterior, feito pelos professores e pelo coordenador pedagógico. A equipe dá atenção aos pontos que concentraram dificuldades de aprendizagem e estratégias que funcionaram ou não. É a hora, então, de escolher os objetivos gerais e os conteúdos correspondentes para pensar os objetivos e as seqüências didáticas.
Outra tarefa é distribuir os conteúdos de ensino e aprendizagem a ser trabalhados no período. Ao colocá-lo lado a lado, por série, fica fácil ver se estão coerentes com os critérios de diversidade e continuidade. Isso é feito coletivamente para que o currículo tenha uma organização coerente. Sabendo-se o que já foi visto e o que precisa ser tratado, evitam-se repetições e omissões. Sem a troca, um estudante corre o risco de participar por anos de projetos distintos com conteúdos parecidos.
Como nas outras esferas, o planejamento dos professores também precisa se basear em avaliações ocorridas no ano anterior. Outro ponto de partida é o documento com a síntese do último planejamento, que deve ser cruzado com as avaliações. O que foi previsto no último ano e o que de fato foi realizado? Quais expectativas de aprendizagem para cada disciplina neste ano? Mediar esse balanço é tarefa do coordenador.
A troca de informações entre professores é fundamental para dar coerência à aprendizagem ao longo da escolaridade. Para evitar a repetição de conteúdos, é necessário que os professores da mesma disciplina saibam até onde o colega conseguiu avançar no ano anterior para depois definir o que será abordado.
Depois de definido “o que” e “o quando” será trabalhado, é preciso estabelecer “o como” e cada professor decide que estratégias pedagógicas irá empregar. Delia Lener, autora do livro Ensinar – tarefa para profissionais, sugere que o professor utilize diferentes modalidades organizativas do ensino: projetos, atividades, atividades habituais, seqüência de atividades e atividades independentes. Essas estratégias devem ser complementadas umas pelas outras. Os projetos resultam na confecção de um produto – um objeto ou uma ação, como o documentário sobre o trabalho escravo contemporâneo produzido na Barão de Gurguéia. Não há tempo fixo. O ideal é que se estabeleça um cronograma com os alunos e todos se responsabilizem por cumpri-lo. Essa é a estratégia de ensino mais recomendada quando se trata de desenvolver textos com propósitos comunicativos.
As atividades habituais, como o próprio nome diz, buscam criar e cultivar hábitos como a leitura de notícias em jornais e revistas. São realizadas com uma freqüência regular (uma vez por semana, uma vez por quinzena), que não pode ser desrespeitada para não perder o caráter. A seqüência de atividades é a modalidade organizativa mais comum entre os professores. É um conjunto de ações que visam a aprendizagem de um ou mais conteúdos específicos. Por exemplo, estudar o que é o aquecimento global e como reduzir suas conseqüências.
Além de ser uma ferramenta pedagógica imprescindível, o planejamento também promove a utilização mais eficiente dos recursos e do tempo da escola. Quando todos os professores decidem previamente o que vão fazer e quando, fica mais fácil organizar o uso dos espaços comuns – como laboratórios, quadras poliesportivas e biblioteca ou sala de leitura – e dos equipamentos e recursos disponíveis, como TV, aparelhos de som e DVD, mapas, jogos etc.
Algumas escolas começam inserir no seu planejamento um trabalho muito especial, que é o planejamento do aluno. “Em geral, ele não planeja e não decide seus objetivos de aprendizagem”, afirma. Mesmo ciente de que as escolas estão muito longe dessa experiência, ele considera importante que os professores, coordenadores pedagógicos e gestores pensem nisso. Isso pode ser realizado por meio de pausas avaliativas, momentos em que os professores explicitam quais eram as intenções de ensino no bimestre e os alunos se posicionam em relação a elas.









domingo, 23 de novembro de 2008

HORÁRIO DE HTPC - SARESP 2008

PAUTA DA REUNIÃO DE HTPC
DIA E LOCAL: 24 de novembro das 12:00 h às 14:00 h.
LOCAL: EE CHIQUINHA RODRIGUES.
OBJETIVO: capacitar os docentes da aplicação da prova do SARESP, com o propósito de que todo o processo seja de conhecimento da Unidade Escolar.

DESENVOLVIMENTO:
1ª Atividade – leitura feita pela professora coordenadora do livro “A Bolsa Amarela” de Lygia Bojunga;

2ª Atividade – apresentação do vídeo de treinamento da Fundação Cesgranrio – SARESP/2008;

3ª Atividade - discussão e análise do vídeo e anotação quanto às principais dúvidas do vídeo;

4ª Atividade – atividades específicas e orientação técnica quanto a correção das redações das 4ª séries. Estudo dos níveis de competências e habilidades a serem considerados no momento da correção e instruções específicas para o melhor aproveitamento e produção na correção;



A EDUCAÇÃO É UM PROCESSO SOCIAL, É DESENVOLVIMENTO. NÃO É A PREPARAÇÃO PARA A VIDA, É A PRÓPRIA VIDA.
(John Dewey)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PAUTA DE HTPC DE 03 DE NOVEMBRO

PAUTA DE HTPC

DATA E HORÁRIO: 03/11/2008 DAS 12:00 AS 14:00 H
LOCAL: EE CHIQUINHA RODRIGUES
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltara ao seu tamanho original”
(Peter Brook)
Objetivo: orientar os professores quanto a realização, organização, execução do SARESP.

Desenvolvimento:
1ª Atividade – leitura compartilhada pela profª Kátia Cibele do livro “A Bolsa Amarela” de Lygia Bojunga;

2ª Atividade – orientação técnica da organização e realização da prova do SARESP para as 2ª e 4ª séries. Apresentação em Power Point utilizando o kit multimídia do professor;

3ª Atividade – informação sobre a inscrição dos professores OFAS e a respectiva prova que realizarão;

4ª Atividade – deixar no nosso blog a análise e reflexão desse encontro – trabalho pessoal.

http://htpcchiquinharodrigues.blogspot.com/

Sugestão de leitura: “A aprendizagem da língua escrita na escola: reflexões sobre a proposta pedagógica construtivista” – D. Lener. Editora Artmed

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

E- MAIL DO PROFESSOR:

Agora o professor pode ter um e-mail do governo! O e-mail permite inclusive utilizar o MSN e creio que será apropriado para os cursos de pós-graduação on line que serão disponibilizados pela SE em março de 2009.

http://www.professor.sp.gov.br/index.html

Aproveite e faça o seu! É mais um recurso virtual que promete facilitar a nossa vida profissional.


NOSSO BLOG PEDAGÓGICO!

Prezados colegas: nada mais importante do que estar "plugado" nas noviadades tecnológicas. E pensando nisso, criamos esse blog, com a finalidade de continuarmos virtualmente, nossos encontros presenciais de nossos HTPCs.
Aqui teremos conhecimento das pautas de HTPC, informações pedagógicas necessárias a nossa prática educativa, além de textos, links úteis para nossa reflexão e capacitação.
Esse espaço virtual é nosso. Participe enviando textos, curiosidades pedagógicas, sites e com o seu precioso comentário. Ele é muito importante. A sua opinião é muito importante para nós para podermos planejar nossos HTPCs de acordo com as necessiadades do nosso grupo de educadores.
Vamos fazer a diferença!
Um forte abraço:
Silvia K. Sanchez - professora coordenadora
Patricia K. Borman - professora coordenadora